Pular para o conteúdo principal

Fiocruz e Grupo Oncoclínicas assinam acordo para pesquisa e inovação em oncologia

Trio Comunicação

Centro Integrado de Pesquisa em Oncologia Translacional (CIPOT) é resultado da parceria público-privada firmada nesta quinta-feira (15/06); Iniciativa investirá também em capacitação de profissionais de saúde

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Grupo Oncoclínicas anunciam nesta quinta-feira,15, a criação do Centro Integrado de Pesquisa em Oncologia Translacional (CIPOT), através de uma parceria público-privada na área de estudos sobre o câncer. A instituição reunirá esforços e investimentos em pesquisa, inovação, ensino e empreendedorismo na oncologia.

“Trata-se de uma iniciativa que se soma às demais estratégias da Fiocruz no campo, no sentido de ampliar as cooperações para pesquisas, com a troca de experiências, mão de obra e conhecimentos, fortalecendo também o sistema público”, declara o vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.

O câncer é a segunda maior causa de morte no mundo. Só no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 704 mil novos diagnósticos a cada ano do triênio de 2023 a 2025. O número representa um desafio constante para a saúde pública: melhorar a equidade no acesso aos exames preventivos e diagnósticos para descobertas em estágios iniciais e rápido começo do tratamento são alguns dos gargalos enfrentados pelo país ainda.

“A expectativa é que a criação do centro traga impacto no rastreamento da doença e diagnóstico precoce, além de terapias inovadoras que proporcionem mais eficiência nos custos na jornada do tratamento oncológico, evitando os altos gastos com cirurgias, melhorando a expectativa e qualidade de vida dos pacientes oncológicos”, explica Bruno Ferrari, fundador e CEO do Grupo Oncoclínicas.

A assinatura do acordo aconteceu no Centro de Documentação em História da Saúde, em Manguinhos. A mesa de abertura contou com a presença do vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger, do assessor especial da Fiocruz, Rodrigo Correa de Oliveira, e do diretor médico do grupo e presidente do Instituto Oncoclínicas, Carlos Gil Ferreira. Participaram ainda do evento as vices–presidentes de Pesquisa e Coleções Biológicas, Maria de Lourdes, de Ensino, Informação e Comunicação, Cristiane Machado, além do diretor do CDTS, Carlos Morel, da diretora do Instituto Oswaldo Cruz, Tânia Araújo-Jorge, e representantes do Grupo Oncoclínicas, e da Fiocruz.

Como será a implementação

A implementação da iniciativa será baseada em três eixos principais: Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Empreendedorismo. Além da pesquisa já mencionada, outras atividades de pesquisa serão realizadas. O estímulo ao desenvolvimento de projetos colaborativos e tecnológicos com foco em terapias e métodos diagnósticos e a avaliação da viabilidade técnica e financeira de projetos de pesquisa e desenvolvimento, internos ou externos, também são objetivos do centro.

A cooperação também funcionará na prospecção de oportunidades através de editais públicos e privados, na promoção de eventos científicos, na integração acadêmica com elaboração de cursos e iniciativas educacionais, e na promoção do empreendedorismo tecnológico na área de oncologia.

“Quando falamos em um centro translacional é também no potencial de reduzir o distanciamento entre a produção do conhecimento científico e a aplicação na prática clínica”, diz Carlos Gil Ferreira. “O desenvolvimento de parcerias em projetos que busquem diagnósticos e estratégias terapêuticas inovadoras e o desenvolvimento, capacitação e formação de médicos, profissionais de saúde e empreendedores na área oncológica também fazem parte desta aliança”, completa.

Panorama do câncer

Atualmente, considerando uma prevalência de 5 anos da doença, segundo a OMS, mais de 50 milhões de pessoas estão vivendo com câncer em todo mundo, sendo que 1,5 milhão delas está no Brasil – um número que, conforme as perspectivas do INCA, seguirá crescendo. Nos países mais pobres e em desenvolvimento, a incidência das neoplasias deve ter um crescimento superior a 80%, conforme aponta a entidade internacional.

Entre os tipos de tumor mais comuns no país, o câncer de pele não melanoma continua na liderança. No recorte por gênero, a neoplasia de mama entre as mulheres e a de próstata nos homens permanecem como pontos de atenção, figurando no topo da lista quando observada essa divisão da população. No topo do ranking de incidência no país, aparecem ainda tumores de pulmão e intestino, ambos com fatores de risco ligados a hábitos de vida pouco saudáveis, como dieta rica em gordura e tabagismo. O mais recente estudo do INCA levou em conta mais de 21 tipos de cânceres, considerando, pela primeira vez, também os tumores de pâncreas e fígado.

“A população precisa estar alerta ao panorama do câncer para que seja possível evitarmos uma futura epidemia de casos avançados da doença. Como alternativas para evitar impactos negativos no combate ao câncer e atingir a meta de 70% de sobrevivência para todos os pacientes até 2035, conforme preconiza a OMS, é essencial aumentar o orçamento destinado ao desenvolvimento de pesquisas e atuar na conscientização sobre as consequências do diagnóstico tardio da doença, o que reduz as chances de cura e compromete o potencial dos tratamentos”, finaliza Carlos Gil.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Conexões transformadoras: como Sancor e IBEF Paraná moldam líderes com consciência ESG

  Cerca de 78% das companhias no mundo já atrelam a remuneração variável de seus executivos seniores ao cumprimento de metas ambientais, sociais e de governança (ESG), segundo estudo da KPMG. É nesse contexto que a Sancor Seguros anuncia seu patrocínio ao Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF Paraná), fortalecendo a formação de líderes e a difusão de boas práticas na gestão financeira corporativa. Esta colaboração auxilia a agenda de atividades do IBEF, em polos de Maringá e Londrina, com a visão da Sancor sobre o papel do setor privado na promoção da governança e no desenvolvimento de líderes empresariais. “É um orgulho patrocinar uma instituição tão relevante quanto o IBEF Paraná. Promovemos conhecimento, boas práticas de gestão e o networking entre executivos que, diariamente, tomam decisões estratégicas que impactam diretamente empresas, empregos e o desenvolvimento da sociedade”, afirma Rafael Gozer, CFO da Sancor Seguros e vice-presidente de Interior do Paraná ...

Família Madalosso inaugura espaço exclusivo para pets e realiza ação solidária com a ONG SOS 4 Patas

  Espaço PET proporciona conforto e segurança para os animais de estimação enquanto os tutores aproveitam a experiência gastronômica do restaurante; evento de inauguração terá feira de adoção no dia 27 de abril (domingo) Pensando em acolher ainda mais as famílias que frequentam o restaurante e em proporcionar uma experiência completa também aos seus animais de estimação, o restaurante Família Madalosso inaugura, no dia 27 de abril (domingo), seu novo Espaço PET. O espaço foi desenvolvido exclusivamente para que os clientes possam deixar seus cães em segurança enquanto aproveitam a refeição no restaurante, respeitando as normas da vigilância, que proíbem a presença de pets em ambientes onde há serviço de alimentação. Instalado na área comercial do restaurante, o Espaço PET oferece um ambiente climatizado, fechado e monitorado por câmeras. O acesso é controlado por chave, que deve ser retirada e devolvida na recepção. “Queríamos encontrar uma solução prática, segura e acolhedora para...

Remédios Tarja Violeta chegam às farmácias de todo o Paraná

  Os remédios do bem do projeto Remédios Tarja Violeta, encontrados nas Farmácias Nissei, em 310 lojas do Estado, ajudam a dar uma nova chance a crianças em tratamento contra o câncer Foto: Marcelo Andrade Idealizada e lançada em Novembro de 2024 pela agência OpusMúltipla (agência do Grupo OM Comunicação Integrada), a campanha Remédios Tarja Violeta já está nas farmácias Nissei da capital e, a partir de Julho de 2025, será ampliada para as demais praças do Paraná. Cada caixinha do “remédio” custa R$ 9,90 e representa uma dose simbólica de esperança: Amoril, Esperançol, Alegrina e Generosid. Dentro das embalagens não há comprimidos, mas sim bulas ilustradas por crianças atendidas pelas instituições. Um QR Code leva a um vídeo personalizado para que o doador conheça mais sobre a criança que criou a arte.  Todo o valor obtido com a comercialização é destinado às instituições que se dedicam ao cuidado de crianças com câncer. Segundo Alexandre Maeoka, CEO das Farmácias Nissei, as c...