Mais de um terço das pessoas entre 60 e 69 anos ainda trabalha no Brasil; avanço da longevidade desafia empresas a rever preconceitos e modelos de carreira A ideia de que a vida profissional termina aos 60 anos está cada vez mais distante da realidade brasileira. Em 2024, 36,2% das pessoas entre 60 e 69 anos estavam ocupadas no país. Mesmo entre os brasileiros com 70 anos ou mais, 10% continuavam trabalhando, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE. Entre os homens de 60 a 69 anos, o percentual chega a 48%. Os números acompanham uma transformação demográfica que tende a impactar cada vez mais o mercado de trabalho. De acordo com o IBGE, a proporção de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 8,7% da população em 2000 para 15,6% em 2023. A projeção é que, em 2070, 37,8% dos brasileiros tenham 60 anos ou mais. A maior presença de profissionais maduros no mercado de trabalho ajuda a explicar o conceito NOTES – New...
Demanda global por concreto pode chegar a 20 bilhões de m³ em 2050, enquanto indústria tem como meta alcançar emissões líquidas zero no mesmo período Mesmo que uma fábrica de cimento utilizasse somente energia de fontes renováveis, grande parte de suas emissões de CO₂ continuaria existindo. Isso acontece porque o carbono não vem apenas da energia consumida, mas da própria química do processo de produção. A jornada do cimento até o canteiro de obras começa na transformação do clínquer, seu principal componente. O processo de produção de clínquer exige que a rocha calcária, principal matéria prima, seja processada em um gradiente térmico severo, atingindo cerca de 1.450 °C. Durante essa transição se desencadeia as reações de calcinação e clinquerização, que inevitavelmente liberam dióxido de carbono na atmosfera. A magnitude desse impacto é o que dita os rumos da engenharia moderna. De acordo com a Global Cement and Concrete Association (GCCA), essas emissões de processo respondem por c...