Colchão afundando: quando é normal e quando indica que está na hora de trocar?
Especialista explica por que pequenas acomodações podem acontecer com o uso e quais sinais indicam perda de sustentação ou desgaste do colchão
Perceber uma marca no colchão exatamente no lugar onde se costuma dormir pode gerar uma dúvida imediata: ele está com defeito? Nem sempre. Com o uso, alguns materiais que compõem o colchão podem passar por uma acomodação natural. O problema é quando o afundamento se torna excessivo, permanece mesmo sem ninguém sobre a cama ou começa a interferir no conforto e na sustentação do corpo.
Segundo Jarbas Carneiro, diretor da Carneiro Colchões Artesanais, é importante diferenciar acomodação de deformação. “O colchão recebe peso e pressão durante várias horas, todas as noites. Dependendo dos materiais utilizados em sua composição, é natural que exista alguma acomodação ao longo do tempo. O que merece atenção é quando surge uma deformação acentuada, que não retorna, ou quando a pessoa percebe que perdeu a sustentação que tinha antes”, explica.
Um dos sinais mais fáceis de observar é a formação de uma área visivelmente mais baixa no local onde a pessoa dorme. Também vale prestar atenção quando existe uma diferença significativa entre os lados da cama ou quando o corpo parece “cair” sempre para o mesmo ponto. “Às vezes, a pessoa se acostuma gradualmente à mudança e demora a perceber que o colchão já não está oferecendo o mesmo suporte. Olhar para a superfície sem roupa de cama e observar se existem desníveis ajuda a identificar alterações”, orienta Carneiro.
A durabilidade depende de uma combinação de fatores, como qualidade das matérias-primas, estrutura interna, peso e hábitos de quem utiliza o colchão, além da base sobre a qual ele está apoiado. Por isso, estabelecer um prazo único para a troca pode ser um erro. Há colchões que apresentam desgaste em poucos anos, enquanto produtos construídos com materiais de maior qualidade podem permanecer em boas condições por muito mais tempo.
Na Carneiro Colchões Artesanais, por exemplo, os colchões têm durabilidade estimada entre oito e 20 anos, dependendo do modelo e das condições de uso, e garantia que pode chegar a dez anos. Entre as características de fabricação estão a utilização de molas ensacadas individualmente, com 255 molas por metro quadrado em alguns modelos, e molas de fabricação sueca.
“Mais importante do que simplesmente contar quantos anos o colchão tem é observar como ele está se comportando. Um produto bem construído não precisa ser substituído apenas porque atingiu determinada idade. Da mesma forma, não faz sentido continuar utilizando um colchão que perdeu suas características de sustentação só porque ainda está dentro de um prazo considerado médio”, afirma Jarbas.
A base da cama também deve entrar nessa avaliação. Uma estrutura desnivelada, danificada ou incompatível com o colchão pode comprometer o apoio e até provocar a impressão de que o problema está no colchão. Por isso, antes de concluir que chegou a hora da troca, a recomendação é verificar o conjunto.
Outro cuidado é observar as orientações específicas do fabricante sobre uso, limpeza e movimentação do colchão. “O colchão é um produto de uso intenso e diário. Escolher bem é importante, mas cuidar corretamente dele também ajuda a preservar suas características por mais tempo. E, quando aparecer uma alteração fora do esperado, o ideal é procurar o fabricante para avaliar o que está acontecendo”, completa Carneiro.
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