Demanda global por concreto pode chegar a 20 bilhões de m³ em 2050, enquanto indústria tem como meta alcançar emissões líquidas zero no mesmo período Mesmo que uma fábrica de cimento utilizasse somente energia de fontes renováveis, grande parte de suas emissões de CO₂ continuaria existindo. Isso acontece porque o carbono não vem apenas da energia consumida, mas da própria química do processo de produção. A jornada do cimento até o canteiro de obras começa na transformação do clínquer, seu principal componente. O processo de produção de clínquer exige que a rocha calcária, principal matéria prima, seja processada em um gradiente térmico severo, atingindo cerca de 1.450 °C. Durante essa transição se desencadeia as reações de calcinação e clinquerização, que inevitavelmente liberam dióxido de carbono na atmosfera. A magnitude desse impacto é o que dita os rumos da engenharia moderna. De acordo com a Global Cement and Concrete Association (GCCA), essas emissões de processo respondem por c...