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Empresas sob ataque: como prevenir vazamentos de dados em um mundo cada vez mais digital



2025 foi um ano crítico para a segurança da informação, com milhões de registros expostos em incidentes globais; prevenção exige tecnologia, estratégia e governança integrada

Em um cenário em que cada vez mais informações transitam pela internet, as empresas enfrentam desafios inéditos para proteger dados sensíveis de clientes, parceiros e colaboradores. Em 2025, foram registrados milhares de ataques e vazamentos que expuseram milhões de registros em todo o mundo, demonstrando o aumento de sofisticadas técnicas de violação.

Segundo o Verizon Data Breach Investigations Report (DBIR) 2025, mais de 74% das violações de dados registradas globalmente envolveram o fator humano, seja por meio de phishing, uso indevido de credenciais ou erros operacionais. O relatório, um dos mais respeitados do setor, aponta ainda que o roubo de credenciais continua sendo o principal vetor de ataques cibernéticos contra empresas, especialmente em ambientes corporativos que não adotam autenticação multifator.

Outro levantamento relevante é o IBM Cost of a Data Breach Report 2025, que revela que o custo médio global de um vazamento de dados chegou a US$4,88 milhões por incidente, o maior valor já registrado pela pesquisa. O estudo destaca que organizações sem uma estratégia madura de segurança e resposta a incidentes tendem a sofrer impactos financeiros, operacionais e reputacionais ainda mais severos.

De acordo com o Varonis Global Data Risk Report 2025, mais de 40% das empresas analisadas possuíam dados sensíveis acessíveis a todos os colaboradores, ampliando significativamente o risco de exposição acidental ou maliciosa. O relatório também aponta que falhas de configuração em ambientes de nuvem seguem entre as principais causas de vazamentos corporativos.

Segundo Junior Machado, CEO da Opus Tech, essa realidade mostra a urgência de estratégias robustas de prevenção e gestão de riscos. “O que aconteceu em 2025 não é um alerta isolado, é um sinal claro de que nossa dependência digital traz riscos reais. Vazamentos afetam reputação, confiança e, acima de tudo, a privacidade das pessoas. Por isso, é essencial que as empresas entendam que segurança da informação não é apenas tecnologia, mas também cultura, processos e governança”, afirma.

Para Junior Machado, prevenir vazamentos passa por uma abordagem estruturada e contínua, que inclui:


- Mapeamento e classificação de dados críticos: identificar o que realmente precisa de proteção diferenciada.

- Autenticação forte e políticas de acesso: a implementação de autenticação multifatorial (MFA) e políticas de privilégio mínimo reduz a chance de invasões por uso de credenciais comprometidas.

- Monitoramento e detecção ativa: sistemas que detectam comportamentos anômalos em tempo real diminuem o tempo de exposição.

- Educação contínua dos colaboradores: muitos ataques começam com engenharia social; a capacitação reduz riscos humanos.

- Testes regulares de vulnerabilidade e resposta a incidentes: simular ataques e revisar planos de contingência prepara organizações para agir rapidamente.

“Não se trata apenas de evitar que um dado seja exposto, mas de garantir que, quando um incidente acontece, a empresa esteja pronta para mitigar, responder e proteger seus clientes com transparência e eficiência”, explica Machado.

Para garantir a proteção de dados em ambientes de nuvem, Machado destaca algumas práticas fundamentais que toda empresa deve adotar, sendo a primeira delas a autenticação multifator (MFA). A autenticação é uma das formas mais eficazes de impedir acessos indevidos, mesmo que senhas sejam comprometidas. Também é fundamental manter backups regulares e automatizados. Nesse ponto, é importante sempre ter cópias atualizadas dos seus dados armazenadas em ambientes seguros. Isso é vital para recuperação em caso de ataque”, afirma.

O especialista também recomenda a adoção de ferramentas de monitoramento contínuo, capazes de emitir alertas em tempo real sobre atividades suspeitas. “Elas ajudam a identificar comportamentos suspeitos antes que virem incidentes. Outro ponto fundamental é o investimento em treinamento e conscientização da equipe, já que usuários despreparados são a principal porta de entrada para ataques. Além disso, é importante manter os sistemas sempre atualizados, algo que reduz drasticamente as vulnerabilidades exploráveis por hackers”, finaliza.


Sobre a Opus Tech

Fundada em 2016 e 100% curitibana, a Opus Tech é referência em soluções de computação em nuvem no Brasil. Com um portfólio completo de infraestrutura cloud, a empresa atende empresas de diversos portes e setores, garantindo alta performance, segurança e escalabilidade. Tendo o cliente como maior razão e compromisso com com alta disponibilidade e previsibilidade financeira, impulsionou um crescimento expressivo nos últimos anos, consolidando sua posição e marca como um dos principais provedores de cloud computing do Sul do país. Com operação de data center em Curitiba, São Paulo e em Miami, a Opus Tech expande sua atuação para atender à crescente demanda por servidores e soluções tecnológicas em todo o Brasil.

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