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Alimentação, hábitos de vida e doenças preexistentes podem interferir no resultado final da cicatrização


Uma grande preocupação das pessoas que procuram uma cirurgia plástica é a cicatriz do procedimento. O tamanho dela vai depender do que foi realizado, mas o aspecto final leva em conta outros fatores. O médico cirurgião plástico Bruno Legnani afirma que o tipo de lesão, a idade do paciente, os hábitos nutricionais e a existência de doenças preexistentes podem influenciar diretamente na cicatrização. “Cada organismo reage de uma maneira. Esforço físico, exposição solar, fumo, falta de higienização e alimentação desequilibrada comprometem também esse processo”, explica.

O processo de cicatrização é, na verdade, a formação de um tecido novo após a intervenção cirúrgica. É importante respeitar as orientações médicas e o tempo de recuperação. “O resultado final deve ser uma cicatriz fina, sem relevo na pele, de coloração semelhante à da pele local, que com o passar do tempo se torna quase imperceptível”, afirma o médico, lembrando que esse processo pode durar de 12 a 18 meses após a intervenção cirúrgica.

Todo o processo de cicatrização passa por três fases: inflamatória, proliferativa e de maturação. “A camada mais superficial da pele demora de sete a 10 dias para fechar. Depois, a segunda camada, em torno de 30 dias. E a derme, que é a camada mais profunda, pode levar até seis meses para a cicatrização completa.”

Alguns problemas como o queloide, que é uma cicatriz que fica espessa e elevada e a cicatriz hipertrófica, que tem um formato bem elevado, podem ser evitados com os cuidados básicos. “Caso a paciente não fique satisfeita com a cicatrização, é possível fazer uma nova cirurgia corretiva na cicatriz”, lembra.

O tratamento tópico também é um grande aliado desse processo. “Indicamos pomadas que contribuem para a hidratação da lesão e melhora no aspecto da cicatriz. Porém é preciso utilizá-las pelo menos duas vezes por dia e de preferência as pomadas com textura de gel de silicone, que agem de forma prolongada na pele”, alerta.

O médico lembra dos malefícios do sol no processo de cicatrização. “Por, pelo menos, seis meses é preciso evitar a exposição solar. Após esse período, aplicar protetor solar na cicatriz com fator de proteção acima de 50. A ação dos raios UVA e UVB pode tornar as cicatrizes mais visíveis, sem chances de reversão”, diz Legnani.

Uma pele hidratada tem uma resposta melhor na cicatrização. “Além da pele, é importante manter o organismo hidratado e uma dieta equilibrada. Um corpo em equilíbrio está melhor preparado para qualquer recuperação”, finaliza.

Fonte: Trio Comunicação

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