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Cenário menos favorável na economia reduz os investimentos em startups

 

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Empresas estão demitindo mais e investindo em estratégias palpáveis para o desenvolvimento de negócios

Segundo levantamento da plataforma de inovação Distrito, as startups brasileiras captaram US $298,5 milhões em investimentos em maio deste ano. O valor é menos do que a metade do registrado no mesmo mês em 2021, quando foram aportados US $772,6 milhões. Além dos aportes reduzidos, as rodadas de investimentos também caíram quase pela metade em comparação ao ano passado.

Para o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, esse números refletem um cenário econômico global de inflação e juros altos que afeta o ecossistema de inovação do Brasil. "As empresas de tecnologia que abriram capital na bolsa, muitas durante a pandemia, sofreram uma correção de preço nos últimos 60 dias, o que impactou no apetite dos investidores. Essa baixa traz um novo panorama que se reflete em todas as startups, inclusive nas que não estão na Bolsa, trazendo um novo momento para todos", afirma.

Apesar de 2021 ter sido considerado um ano com volume recorde de investimentos, 2022 deve ser um ano de ajustes, com uma aceleração nas demissões e ajustes nas operações das empresas, questões que já são sentidas fortemente pelo setor. "O mercado está se ajustando com uma mudança que vem de cima para baixo, pois aquilo que já é sentido pelas empresas maiores, deve orientar todo o mercado. Com isso, estamos vendo empresas que tiveram um boom durante a pandemia demitindo parte significativa de seus funcionários e reavaliando seus direcionamentos, que agora passam a priorizar as iniciativas de real impacto para as companhias".

Frederico conta que esse cenário tem favorecido empresas mais estáveis e tradicionais, pois a tendência é que investidores e especialistas foquem em empreendimentos mais sólidos, evitando os negócios que ainda não se provaram no mercado. "O excesso de dinheiro no mercado inflacionou os valores dos negócios disruptivos, colocando, do outro lado da balança, um viés mais racional que obriga os empreendedores a colocarem os pés no chão", afirma.

Colocar os pés no chão e focar no que gera valor concreto abre um panorama onde os negócios tradicionais podem ensinar aos mais novos, gerando empresas mais sólidas com estratégias focadas no crescimento orgânico. "Outro ponto é que com o fim do isolamento social, a demanda pelos serviços de tecnologia também caiu, o que abre novamente espaço para os serviços mais tradicionais. Isso é sentido em toda a cadeia, seja nos negócios propriamente ditos, seja nas estratégias comerciais e de comunicação. É um novo momento de aprendizado".

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