Pular para o conteúdo principal

Mês da Mulher: profissionais femininas ganham 20% menos que os homens

Projeto promove equidade de gênero e protagonismo feminino no ambiente de trabalho


 Ainda que as mulheres tenham muita representatividade no mercado de trabalho, de acordo com dados do IBGE, aproximadamente 50% das mulheres brasileiras com mais de 18 anos estão trabalhando, mas 20% delas ganham menos que os homens no mesmo cargo. O estudo Panorama Mulher, elaborado pela Talenses em parceria com o Insper, mostra que em 2019 a participação feminina em cargos de liderança foi baixíssima: 26% no caso de diretorias, 23% em vice-presidência, 16% como integrantes de conselho deliberativo e apenas 13% no papel de presidentes. Foi pensando em dar protagonismo às mulheres, por meio da autoestima adquirida com a independência financeira e afetiva, que a psicóloga, coach executive e diretora da Duomo Educação Corporativa, Mari Martins, criou o projeto Mulherar. “Até hoje, algumas expressões de comportamentos femininos são traduzidas como fragilidade, tais como: chorar, emocionar-se, quando, na verdade, eles demonstram sensibilidade, capacidade de entrar em contato com as emoções. Nosso intuito é desmistificar essas ideias e mostrar que elas são capazes e devem ter a autoconfiança que precisam para superar os desafios da vida pessoal e profissional”, conta a especialista.

O trabalho funciona da seguinte forma: diagnóstico e preparação, palestras, workshop e estímulo à prática. “Durante o diagnóstico, fazemos reuniões, tanto com os gestores quanto com os colaboradores, para afinar quais serão os propósitos a serem abordados. Realizo, então, a palestra Inteiras para Mulherar o Mundo, em que discutimos o cenário que elas vivem na empresa, as ameaças e obstáculos internos e externos para a ascensão feminina, além das mudanças necessárias em prol da diversidade. Já na fase do workshop, são 10 encontros que discutem temas como arquétipos do feminino, inteligência emocional, estereótipos e preconceitos. Por fim, vem o estímulo à prática, em que cada etapa leva um tempo maior para acontecer por meio de um game interativo. A verdadeira transformação está na mudança da autopercepção e fazer diferente”, explica Mari.Com esse processo, é possível fazer o ambiente corporativo mais próspero, incorporando os melhores talentos dos homens e mulheres para gerar soluções mais criativas, ampliando a diversidade da organização para gerar alta performance e resultados desejados.

“Precisamos fazer aflorar na equipe qualidades psíquicas ligadas ao feminino que é a empatia, espírito de colaboração, afetividade e relação. O mundo precisa desse equilíbrio, avanço das tecnologias, prosperidade, mas também do trato humano mais aguçado”, afirma.

O projeto Mulherar já foi realizado com mais de 300 mulheres de diferentes empresas, com resultados importantes de autoestima, autoconfiança e mais protagonismo tanto na vida pessoal quanto no mercado de trabalho.

Mais informações no Instagram: @DuomoAprendizagem e @Mari.Martins11.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

STF delimita cobrança do ITCMD em operações do exterior

  Decisões recentes afastam tributação de doações e heranças internacionais em Estados que ainda não adaptaram suas legislações após a Emenda Constitucional nº 132/2023 O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, nos últimos meses, decisões relevantes sobre a cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) em operações provenientes do exterior, como doações feitas por doadores domiciliados fora do país e heranças envolvendo patrimônio ou inventário processado fora do Brasil. A Corte tem reiterado que, enquanto os Estados não atualizarem suas legislações de acordo com a Emenda Constitucional nº 132/2023, publicada em 20 de dezembro de 2023, não é possível realizar a cobrança do tributo nessas hipóteses. Na prática, isso significa que beneficiários brasileiros de doações ou heranças do exterior podem estar isentos de pagar ITCMD, a depender do Estado em que residem e da natureza do patrimônio transferido. Segundo a advogada tributarista do Mazutti Ribas Stern Soc...

Editora Suardi projeta expansão global e realiza o Fórum Internacional do Livro - 10/10/25

Com presença em três continentes e mais de 200 escritores publicados, a editora fundada pela empresária Giselle Suardi promove encontro internacional com apoio da Prefeitura de Curitiba Foi em Curitiba que a empresária Giselle Suardi transformou a paixão pela comunicação escrita em um projeto que rapidamente cruzaria fronteiras. O que começou como um sonho pessoal tornou-se, em poucos anos, a Editora Suardi — hoje presente no Brasil, nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Europa. Com unidades em Curitiba (PR) e Orlando (Flórida), a editora já conta com mais de 200 escritores atendidos e mais de 100 livros publicados, firmando-se como uma das principais referências brasileiras na construção de autoridade, reputação e carreira internacional por meio da literatura. Guia Curitiba Instalada em Orlando desde o início de 2025, a Suardi conquistou um marco histórico ao ser a primeira editora brasileira a lançar livros em uma biblioteca pública da cidade. Em setembro, a empresa deu mais um...

Setembro Roxo alerta para os perigos do câncer de pâncreas e reforça foco na prevenção

  O Setembro Roxo, campanha de conscientização sobre o câncer de pâncreas, chama atenção para a gravidade da doença, considerada uma das mais letais do mundo. No Brasil, em 2023, a estimativa foi de 5.690 novos casos entre mulheres e 6.450 entre homens, segundo o INCA. Apesar de representar pouco mais de 2% dos diagnósticos oncológicos, esse tipo de tumor é responsável por até 5% das mortes por câncer. O principal desafio é a falta de sintomas específicos nos estágios iniciais. O pâncreas fica em uma região profunda do abdômen, o que dificulta a detecção precoce. “O câncer de pâncreas é conhecido como um verdadeiro ‘assassino silencioso”, pois a porcentagem de pacientes que recebem o diagnóstico quando o tumor já não é passível de cirurgia curativa, é alta. Esse é um dos motivos pelos quais a taxa de sobrevida em cinco anos ainda é tão baixa”, afirma o oncologista clínico do Centro de Oncologia do Paraná (COP), Dr. Rafael Vanin. Não existem exames de rastreamento de rotina para a d...