Pular para o conteúdo principal

Cinco vacinas que muita gente esquece depois da infância

 

Calendário do Ministério da Saúde prevê vacinas e doses de reforço para adultos e idosos, mas muita gente acredita, de forma equivocada, que a imunização termina na infância


Muita gente acredita que a vacinação é assunto de criança e só volta a pensar no tema quando surge uma viagem, uma gravidez ou alguma doença. No entanto, o próprio Ministério da Saúde mantém um Calendário Nacional de Vacinação com imunizantes e doses de reforço recomendados também para adultos e idosos, conforme a idade, o histórico vacinal e as condições de saúde.

Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, é comum encontrar pacientes que passam anos sem revisar a carteira de vacinação. "Grande parte dos adultos acredita que já recebeu todas as vacinas necessárias. Na prática, muitos precisam atualizar reforços ou completar esquemas vacinais para manter a proteção contra doenças que continuam circulando. A vacinação é um cuidado que acompanha toda a vida", afirma.

Entre as vacinas que mais costumam ficar esquecidas estão:

dT (difteria e tétano)

O reforço é recomendado a cada dez anos e protege contra duas doenças potencialmente graves.

Hepatite B

Muitos adultos não completaram o esquema vacinal. A infecção pode permanecer silenciosa durante anos antes de provocar complicações no fígado.

Tríplice viral

Protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Dependendo da idade e do histórico vacinal, pode ser necessário completar ou atualizar a imunização.

Influenza

A vacina deve ser aplicada todos os anos, já que os vírus sofrem alterações frequentes e a proteção precisa ser renovada.

Herpes-zóster

Indicada principalmente para pessoas a partir dos 50 anos, reduz o risco da doença e de complicações, como a neuralgia pós-herpética.

Além do desconhecimento sobre o calendário vacinal, Elisa explica que muitas pessoas deixam de se vacinar por acreditarem em informações incorretas, como a ideia de que apenas crianças precisam de imunização ou de que quem está saudável não necessita de vacinas. "Esses são alguns dos mitos que mais ouvimos na clínica. A vacinação é uma medida preventiva e muitas doenças continuam circulando. Estar saudável hoje não elimina a necessidade de manter a proteção em dia", explica.

A enfermeira também lembra que a revisão da carteira de vacinação deveria fazer parte da rotina de cuidados com a saúde. "Assim como realizamos exames periódicos e consultas preventivas, também devemos conferir se a vacinação está atualizada. Uma simples avaliação da carteira vacinal permite identificar quais imunizantes ou reforços ainda são necessários para cada pessoa", conclui.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

STF delimita cobrança do ITCMD em operações do exterior

  Decisões recentes afastam tributação de doações e heranças internacionais em Estados que ainda não adaptaram suas legislações após a Emenda Constitucional nº 132/2023 O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, nos últimos meses, decisões relevantes sobre a cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) em operações provenientes do exterior, como doações feitas por doadores domiciliados fora do país e heranças envolvendo patrimônio ou inventário processado fora do Brasil. A Corte tem reiterado que, enquanto os Estados não atualizarem suas legislações de acordo com a Emenda Constitucional nº 132/2023, publicada em 20 de dezembro de 2023, não é possível realizar a cobrança do tributo nessas hipóteses. Na prática, isso significa que beneficiários brasileiros de doações ou heranças do exterior podem estar isentos de pagar ITCMD, a depender do Estado em que residem e da natureza do patrimônio transferido. Segundo a advogada tributarista do Mazutti Ribas Stern Soc...

Editora Suardi projeta expansão global e realiza o Fórum Internacional do Livro - 10/10/25

Com presença em três continentes e mais de 200 escritores publicados, a editora fundada pela empresária Giselle Suardi promove encontro internacional com apoio da Prefeitura de Curitiba Foi em Curitiba que a empresária Giselle Suardi transformou a paixão pela comunicação escrita em um projeto que rapidamente cruzaria fronteiras. O que começou como um sonho pessoal tornou-se, em poucos anos, a Editora Suardi — hoje presente no Brasil, nos Estados Unidos e, mais recentemente, na Europa. Com unidades em Curitiba (PR) e Orlando (Flórida), a editora já conta com mais de 200 escritores atendidos e mais de 100 livros publicados, firmando-se como uma das principais referências brasileiras na construção de autoridade, reputação e carreira internacional por meio da literatura. Guia Curitiba Instalada em Orlando desde o início de 2025, a Suardi conquistou um marco histórico ao ser a primeira editora brasileira a lançar livros em uma biblioteca pública da cidade. Em setembro, a empresa deu mais um...

Setembro Roxo alerta para os perigos do câncer de pâncreas e reforça foco na prevenção

  O Setembro Roxo, campanha de conscientização sobre o câncer de pâncreas, chama atenção para a gravidade da doença, considerada uma das mais letais do mundo. No Brasil, em 2023, a estimativa foi de 5.690 novos casos entre mulheres e 6.450 entre homens, segundo o INCA. Apesar de representar pouco mais de 2% dos diagnósticos oncológicos, esse tipo de tumor é responsável por até 5% das mortes por câncer. O principal desafio é a falta de sintomas específicos nos estágios iniciais. O pâncreas fica em uma região profunda do abdômen, o que dificulta a detecção precoce. “O câncer de pâncreas é conhecido como um verdadeiro ‘assassino silencioso”, pois a porcentagem de pacientes que recebem o diagnóstico quando o tumor já não é passível de cirurgia curativa, é alta. Esse é um dos motivos pelos quais a taxa de sobrevida em cinco anos ainda é tão baixa”, afirma o oncologista clínico do Centro de Oncologia do Paraná (COP), Dr. Rafael Vanin. Não existem exames de rastreamento de rotina para a d...