Heart Skills Experience propõe uma jornada voltada a líderes e empresas que buscam conciliar resultados, relações mais saudáveis e culturas emocionalmente seguras
Em um mercado cada vez mais orientado pela tecnologia e pela inteligência artificial, competências essencialmente humanas ganham espaço entre as prioridades das empresas. É nesse cenário que a Wiegrow lança o Heart Skills Experience, apresentado como o primeiro programa brasileiro dedicado ao desenvolvimento de Heart Skills - habilidades relacionadas à consciência, à qualidade das relações e às escolhas que as pessoas fazem enquanto trabalham e entregam resultados.
A iniciativa também ganha uma plataforma própria, disponível em heart-skills.com, que reúne informações sobre o conceito, a metodologia e as experiências oferecidas para empresas e lideranças.
Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, quase nove em cada dez empresas brasileiras pretendem investir na capacitação de seus profissionais até 2030. Além das competências tecnológicas, 60% dos empregadores ouvidos no país projetam uma importância maior para habilidades como empatia e escuta ativa. Resiliência, flexibilidade, agilidade e liderança também aparecem entre as capacidades em ascensão.
Para a psicóloga e sócia da Wiegrow, Cintia Suplicy, esse movimento mostra que o avanço tecnológico não reduz a importância das relações no trabalho. Ao contrário, torna ainda mais necessário o desenvolvimento de lideranças capazes de criar confiança, conduzir conversas difíceis e tomar decisões com consciência.
“Durante muito tempo, as empresas investiram principalmente naquilo que as pessoas precisavam saber ou fazer. Mas a cultura também é construída pela maneira como cada profissional escuta, reage, decide e se relaciona, especialmente nos momentos de pressão. As Heart Skills ajudam a transformar essas escolhas em uma prática consciente, e não apenas em um discurso sobre liderança humanizada”, afirma.
O conceito amplia a tradicional divisão entre hard skills e soft skills. Enquanto as primeiras estão relacionadas ao conhecimento técnico e as segundas aos comportamentos e às relações interpessoais, as Heart Skills tratam de quem cada pessoa escolhe ser nas relações, nas decisões e nos momentos em que os valores de uma organização são colocados à prova.
O programa foi estruturado em três movimentos e 17 competências. O primeiro, Para Dentro, trabalha o EU. O segundo, Para o Outro. Já o terceiro, Para o Sistema, busca transformar o aprendizado individual e relacional em práticas, rituais e compromissos coletivos capazes de fortalecer a cultura organizacional.
A metodologia combina aprendizagem experiencial, psicologia positiva, ciência, filosofia, artes, natureza e saberes ancestrais. Entre as práticas estão experiências de escuta, atividades de pertencimento, vivências na natureza, música e recursos de expressão artística.
“Não se trata de oferecer mais um treinamento isolado, mas de criar experiências que possam ser incorporadas ao cotidiano. O aprendizado precisa aparecer na forma como o líder conduz uma reunião, escuta uma discordância, administra um conflito ou toma uma decisão sob pressão”, explica Vanessa Keila Mazzaferro, especialista em Desenvolvimento Humano Integral e Liderança com Coração e facilitadora do programa.
A proposta também responde a desafios que permanecem presentes nas organizações. Dados do relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, mostram que apenas 32% dos profissionais brasileiros estavam engajados no trabalho em 2025, enquanto 45% relataram ter sentido muito estresse no dia anterior à pesquisa.
Segundo as especialistas, relações desgastadas, comunicação reativa, baixa confiança, sobrecarga das lideranças e falta de segurança psicológica não são temas paralelos à estratégia. Esses fatores influenciam a capacidade das equipes de colaborar, aprender, inovar e sustentar resultados ao longo do tempo. “O desenvolvimento humano não deve ser visto como o oposto da performance. Relações mais maduras reduzem ruídos, melhoram a comunicação e permitem que as pessoas contribuam com mais confiança. A proposta das Heart Skills é justamente conectar humanidade e resultado, sem que uma dimensão precise ser sacrificada em favor da outra”, completa Vanessa.
Mais informações estão disponíveis em heart-skills.com.
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